quinta-feira, 4 de julho de 2013

TIM Fiber inicia oferta corporativa e prepara VoIP

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A TIM Fiber começou a instalar ontem os equipamentos de acesso a sua rede em clientes corporativos, informou seu presidente Rogerio Takayanagi. O foco da empresa que utiliza a rede de fibra óptica adquirida da AESEletropaulo é o mercado massivo, e não projetos customizados, o que a diferenciaria da atuação da Intelig, também do grupo italiano.

"Estamos mais focados na base da pirâmide, enquanto a Intelig está lá em cima. Queremos atender mais empresas com preço super competitivo. Dessa forma, alavanco muito mais a oferta residencial. É uma abordagem mais massiva assim como a TIM fez com o Infinity", afirmou o executivo. O início da venda de banda larga para o mercado corporativo vem acontecendo "corpo-a-corpo" e "pianinho", como definiu Takayanagi.

A entrada no mercado corporativo deve ser impulsionado com o início da oferta em telefonia fixa, com voz sobre IP (VoIP), planejada pela TIM Fiber para acontecer no segundo semestre. No momento, a companhia realiza ajustes em sua rede para garantir qualidade do tráfego de voz sobre IP, que deve ser priorizado em relação aos dados, por exemplo.

A telefonia fixa, no entanto, não chega a ser o foco da empresa (uma vez que a visão para este serviço é de que ele será prioritariamente móvel) mas pode ajudar a melhorar o ARPU nas residências, além de atender necessidades específicas. "Algumas pessoas precisam de voz de alta qualidade, como idosos. E, com banda monstruosa, conseguimos ter voz em alta definição, por exemplo".

Mas os ajustes de rede para que o tráfego de serviços em streaming, que a TIM Fiber faz para a voz, lhe servirá principalmente para a oferta de vídeo, uma prioridade para a companhia. A aposta é na oferta de vídeo sob demanda (por aplicações Over The Top). Uma vez que a rede da operadora é robusta. Sua intenção é atrair players OTT como Netflix, independente, e Muu, da Globosat. "Hoje já temos billing direto com a Netflix, funcionamos com o Netflix HD. Isso é um primeiro passo. Preparar a infraestrutura para entregar de forma diferenciada e o que temos conversado com os OTTs é em trazer essa experiência melhor para o cliente", afirmou o executivo que diz estudar vários modelos de entrega, desde aplicativo em TVs conectadas, passando por "caixinhas e parcerias".

Em TV, Takanayagi admite que a parceria com a Sky, operadora de TV paga via satélite, não funcionou em termos operacionais. "Realmente não decolou por uma questão operacional, e não por demanda. Estamos muito focado na entrega, enquanto a Sky está focada em outras regiões", declarou.

No primeiro trimestre do ano, a TIM Fiber contabilizava 16 mil clientes, ante 10 mil no final de 2012, um ritmo acelerado que Takanayagi promete manter. A rede, que contabiliza cerca de 1 milhão de casas passadas começa agora a ser ativada fora das capitais. No caso de São Paulo, a ampliação ocorre para além dos rios Pinheiros e Tietê, onde a operadora espera obter adesão rápida. "Estamos começando a investir para fora dos rios e a adoção é muito mais rápida em áreas carentes. Como nosso produto é muito competitivo em termos de custo e tem performance superior, estamos vendendo muito bem", afirma.

Por enquanto, a TIM Fiber pretende consolidar seu modelo de operacional no Rio de Janeiro e São Paulo antes de pensar em uma expansão, para outros Estados. "Este ano amarramos o modelo operacional e, para o final do ano, teremos uma visão melhor. Mas, antes de expandir, ainda temos muito a explorar em São Paulo e Rio de Janeiro", conclui.

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