quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sercomtel quer economizar R$ 1,5 milhão por mês com demissões

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A Sercomtel lançou nesta semana um programa de demissão voluntária. A empresa de telefonia fez um levantamento no início do ano e constatou que está com a folha de pagamento inchada. Enquanto as operadoras concorrentes gastam de 10% a 15% com o pagamento de funcionários, a estatal londrinense precisa desembolsar cerca de 35% de todo o seu orçamento mensal para dar conta dos salários.

Como não possui cargos comissionados, a empresa trabalha com a possibilidade de pedir para que alguns profissionais concursados - em sua maioria antigos - se desliguem de suas funções. "Vamos fazer um convite e mostrar que precisamos cortar algumas despesas. A folha de pagamento mais enxuta é mais do que importante para o processo de reestruturação da companhia", destacou o presidente da Sercomtel, Christian Schneider.

A empresa pretende economizar até R$ 1,5 milhão por mês após as demissões. "É dinheiro que vai ajudar a incrementar o caixa da companhia", lembrou Schneider.

O corte de gastos também passa pelos cargos de diretoria, segundo ele. "Nos próximos 30 dias vamos renovar o nosso acordo com os acionistas, ou seja, Prefeitura de Londrina e Copel. A renovação prevê a readequação de algumas funções e a extinção de outras", garantiu, sem revelar detalhes.

O presidente da Sercomtel lembrou que faz dez anos que a empresa fecha no vermelho. O prejuízo acumulado na última década ultrapassa os R$ 90 milhões. "Isso acontece por que a estatal gasta mais do que tem", explicou.

O processo de reestruturação, implantado pela atual gestão, trabalha com dois pontos: corte de despesas e incremento na receita. "Para que isso aconteça, vamos precisar do aporte de R$ 30 milhões dos acionistas. É um dinheiro que vai ser usado não só para 'salvar' o caixa, mas também para que consigamos liquidar as coligadas, que só dão prejuízos", destacou.

Já sobre o número de clientes, que caiu significativamente nos últimos anos, Christian Schneider foi taxativo: "não temos como competir com as operadoras de telefonia móvel. Mas na telefonia fixa ainda somos líderes em Londrina. Nos últimos meses conseguimos atrair pelo menos nove mil novos clientes.

Com promoções envolvendo a banda larga e preços acessíveis. Agora precisamos fazer com que o londrinense volte a utilizar o telefone que tem em casa", argumentou.

A Sercomtel já planeja campanhas. No entanto, sofre com a falta de uma agência de publicidade. A telefonia está sem o serviço desde 2011. "Oito empresas apresentaram propostas, que estão passando por uma avaliação interna. A análise precisa ser criteriosa, justamente para não corrermos o risco de a contratação ser impugnada mais para frente", destacou.

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