quarta-feira, 3 de julho de 2013

Será que o serviço Vivo Play vale a pena? Testamos!

O que você achou? 
Os serviços de assinatura e locação de conteúdos em vídeo pela internet estão cada vez mais populares entre os consumidores. Netflix, NetMovies, Crackle, NET Now e até mesmo o YouTube são apenas algumas das opções disponíveis. Além disso, sites de e-commerce como o Submarino e a Saraiva também apostam no formato para ampliar as suas vendas.

Analisamos em detalhes o serviço Vivo Play, disponibilizado pela Vivo no início deste ano. Segundo informações da empresa, a plataforma conta com um acervo de cerca de 3,5 mil títulos e pode ser acessada por meio de smartphones, tablets, PCs, Xbox 360 e Smart TVs.

Diferente do que pode parecer, o serviço Vivo Play não é restrito aos usuários que utilizam a Vivo como operadora. O Vivo Play funciona mediante assinatura mensal, paga à parte e, por conta disso, está liberada para qualquer consumidor. A única exigência é que você possua uma conexão de banda larga com velocidade recomendada igual ou superior a 2 Mbps.


Existem várias formas de assistir aos conteúdos disponibilizados no Vivo Play. A primeira delas é a mais simples de todas: utilizando seu PC ou notebook, acesse o site do Vivo Play e escolha qual vídeo deseja visualizar. A instalação do player MS Silverlight é obrigatória, independente do navegador ou do sistema operacional utilizado.

Para quem possui um smartphone ou tablet com Android, é preciso baixar um app específico para assistir aos vídeos. Infelizmente, outros sistemas operacionais (como o iOS) não são compatíveis com o Vivo Play, ao menos por enquanto. Outra possibilidade é a de acessar o serviço por meio de Smart TVs. Até o momento, há compatibilidade com modelos da LG e da Samsung lançados a partir de 2011.

Por fim, se você possui um Xbox 360 e uma conta Xbox Live Gold, é possível baixar um aplicativo específico para colocar o Vivo Play em funcionamento. Ao menos por enquanto, não há compatibilidade com outros consoles como o Nintendo Wii ou o PlayStation 3.


O acesso ao conteúdo disponível no site é ilimitado, porém alguns filmes ainda requerem o pagamento de um aluguel. Para isso, é preciso fazer uma assinatura mensal que, atualmente, está custando R$ 15,90. É possível fazer o pagamento com débito em conta-corrente, cartão de crédito ou boleto bancário. Além disso, assinaturas efetivadas até o final do mês de setembro ganham de brinde o primeiro mês grátis.

O valor está no mesmo patamar do seu principal concorrente, o Netflix. Como já mencionamos, para confirmar a assinatura não é preciso ter nenhum vínculo com a operadora Vivo. Basta acessar o site e seguir o passo a passo para cadastro. A assinatura pode ser cancelada a qualquer momento, mas somente via telefone.

Chama a atenção o fato de que a operadora não enfatiza em momento algum a necessidade de pagamentos adicionais pelo aluguel de lançamentos ou até mesmo de alguns catálogos. Os preços ficam entre R$ 3,90 (catálogos em SD) e R$ 9,90 (lançamentos em HD).


Segundo informações da Vivo, o acervo do Vivo Play conta hoje com mais de 3,5 mil títulos. Isso inclui filmes, documentários, episódios de séries e programas de TV. Boa parte desse acervo é composta por filmes que estão incluídos na mensalidade de R$ 15,90. Entretanto, não espere lançamentos ou grandes novidades do cinema entre as opções.

Os filmes mais conhecidos ou mesmo mais novos, podem ser encontrados na seção “Locadora”. Lá, os valores variam entre R$ 3,90 (catálogos em SD) e R$ 9,90 (lançamentos em HD). Graças a uma parceria com o Telecine On Demand, semanalmente os usuários podem votar em um filme lançamento para ficar disponível entre os títulos para locação.

Entre as estreias da programação do Vivo Play, podemos citar os recentes “007: Operação Skyfall”, “As Aventuras de Pi”, “Lincoln”, “Django Livre”, “Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer”, “Detona Ralph”, “O Homem da Máfia” e “Frankenweenie”.
Configurando a exibição


Em nossos testes, conferimos duas formas possíveis de se assistir ao conteúdo do Vivo Play: via PC e via smartphone. No primeiro caso, é preciso primeiramente instalar o plugin Microsoft Silverlight. É preciso que ele seja compatível com o seu navegador para que a exibição de conteúdo seja feita de forma correta.

Já para quem pretende assistir aos filmes e séries em um smartphone ou tablet com Android, é preciso baixar antes o app Vivo Play e, em seguida, fazer o login com sua conta de usuário. Por padrão, cada conta do Vivo Play pode ser ativada em até, no máximo cinco aparelhos diferentes. Por isso, tome cuidado para não passar da cota.

Há dois tipos de qualidade de imagem disponíveis: os padrões HD e SD. No primeiro caso, disponível na minoria dos vídeos, as imagens são exibidas com uma resolução de 720p e, no segundo, com a resolução-padrão de 480p. Antes de acessar o filme a que deseja assistir verifique pelas legendas “HD” e “SD” qual é a qualidade disponível.


Ao iniciar a exibição de um conteúdo, um player se sobrepõe ao conteúdo da página. Passando o cursor sobre a parte de baixo do vídeo, você tem acesso à opção de “play”, à linha geral de tempo de exibição do vídeo, ao controle de volume e à opção de colocar o vídeo em tela cheia.

Por fim, no canto inferior direito, o menu de configurações permite modificar o áudio (caso exista outra opção de idioma ou versões dubladas) ou ainda editar as legendas. Você pode escolher a cor e o tamanho das fontes, bem como habilitar outros idiomas de texto caso eles estejam disponíveis.


Caso a sua conta vá ser utilizada por outras pessoas, é possível ainda configurar alguns padrões, mediante senha específica, que podem ser bastante úteis para evitar transtornos. O primeiro deles é o “Controle de Pais”, que permite definir a classificação indicativa máxima para quem vai assistir aos conteúdos.

As opções são: “Livre”, “10 anos”, “12 anos”, “14 anos”, “16 anos” e “18 anos”. Vale lembrar que esse controle é importante, uma vez que o Vivo Play conta com uma seção de filmes adultos (com um acervo pequeno, mas de fácil acesso).

Outra ferramenta de proteção disponibilizada no Vivo Play é o “Código de Locação”. Com ele ativado, caso você queira locar um filme, será preciso digitar um código secreto, uma garantia de que crianças, por exemplo, não vão fazer locações indevidas sem consultar um responsável.

Definitivamente o Vivo Play não é a melhor opção disponível no mercado. Embora o preço da assinatura mensal seja compatível com o dos seus principais concorrentes, algumas funções (como a cobrança por títulos em catálogo) tornam o propósito da assinatura mensal um tanto quanto sem sentido.

Para se ter uma ideia, um filme como “007: Um Novo Dia Para Morrer”, lançado em 2002, e que está presente no catálogo, precisa ser alugado por preços que variam entre R$ 3,90 (versão SD) e R$ 7,90 (versão HD). Dessa forma, caso queira ter acesso aos principais títulos, o consumidor acaba tendo que desembolsar um pouco mais, tornando o valor de assinatura apenas um mero pretexto para acesso à plataforma.

Graças à parceria com o Telecine On Demand, há bons títulos novos disponíveis para o consumidor (algo difícil de ser encontrado em outros serviços), ainda que esse número seja pequeno. De acordo com a empresa, a quantidade de conteúdo ultrapassa os 3,5 mil títulos, mas esse número inclui muitos episódios de programas de TV, séries e documentários pouco conhecidos.

Em termos de usabilidade, a interface é bastante acessível, com comandos claros e funções práticas. A utilização do Silverlight é obrigatória e há até mesmo um app para Android que facilita o acesso ao conteúdo em tablets e smartphones. Pesam contra o sistema a incompatibilidade com os aparelhos equipados com iOS e Windows Phone, além de um limite de ativação para no máximo cinco aparelhos.

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