sexta-feira, 5 de julho de 2013

Quatro operadoras ativam 2,2 mil Kms de fibra óptica no Centro-Oeste

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Os números mostram que o Brasil tem muito para crescer na infraestrutura óptica. Segundo dados apresentados pela TIM, com base em dados do governo, hoje, pelo menos dois mil municípios não têm rede de fibra óptica. E outros dois mil (o Brasil tem 5560 localidades) têm apenas um único fornecedor, sem competição e oferta reduzida de produtos.

"Fica claro que temos de crescer muito. O novo momento do setor de Telecom passa pela fibra óptica", sustentou o diretor de rede da TIM Brasil, Cícero Olivieri, ao participar do Broadband Latin America, evento realizado na capital paulista. O compartilhamento (situação até bem pouco tempo desconsiderada) começa a mostrar seu valor onde mais importa para as teles: na receita.

Em setembro, por exemplo, o consórcio formado por TIM, GVT, Embratel e Vivo vai entregar 2,2 mil quilômetros de fibra óptica para 30 pequenas e médias cidades na região entre as capitais de Campo Grande, Cuiabá e Goiânia, onde a oferta é inexistente, ou feita por uma única operadora, a Oi

"Sem o consórcio esse tipo de rede não se viabilizaria. Com a divisão do custo (estimado em US$ 75 milhões) vamos incrementar a oferta de serviços, entre eles, o 3G e o 4G e todo mundo vai disputar o cliente onde tem que ser feito: na formatação do serviço e não na rede", detalhou Olivieri.

Vale lembrar que o presidente da Telebras, Caio Bonilha, deixou claro que Cuiabá e Manaus são as cidades-sede da Copa do Mundo onde há mais dificuldade para cumprir as exigências da FIFA, uma vez que as capitais não estão na rota original do backbone da estatal. Uma negociação entre o consórcio e a Telebras não é, portanto, descartada. A TIM também conta com outro investimento compartilhado, desta vez com a Vivo e com a Telebras, na região Norte, para levar infraestrutura via linhão de energia.

"Terminamos o linhão Manaus-Tucuruí, só falta entregar a parte de Macapá", diz Olivieri. No entanto, ele diz que o trecho de 50 km para chegar à capital amazonense enfrenta problemas por conta de licenças ambientais. "Foi mais fácil construir o linhão dentro da floresta e com toda a dificuldade inerente a ação do que esse último trecho. Temos que juntar esforços e racionalizar", frisou o executivo. 

No linhão por dentro da floresta, são 1.800 km de fibra, totalizando 2.500 km junto com o trecho da região metropolitana de Manaus com o cabo OPGW. Graças ao backhaul, a capital do Amazonas (uma das sedes da Copa do Mundo e onde o serviço de Telecom é ruim) terá 4G até o final do ano.

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