terça-feira, 16 de julho de 2013

Oi vende torres e empresa de cabos submarinos para engordar seu caixa

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Para engordar seu caixa, estancar seu endividamento e focar em investimentos de infraestrutura, a Oi está se desfazendo de ativos não essenciais, com acordos que somam R$ 2,43 bilhões.

A companhia anunciou a venda da Globenet, sua operação de cabos submarinos, ao fundo BTG Pactual, uma transação de R$ 1,75 bilhão. Além disso, os direitos de exploração comercial de cerca de 2,1 mil torres foram cedidos à SBA Torres Brasil, por R$ 686,7 milhões.

A Oi já somou cerca de R$ 4,35 bilhões em vendas de ativos e cessão de direitos, assim como venda de imóveis. A expectativa é que esses recursos sejam incluídos no balanço a partir do terceiro trimestre.

Com estes valores, a Oi se reforça para investir cerca de R$ 6 bilhões em sua estrutura de comunicações, segundo plano divulgado no início do ano. Com o caixa mais recheado, a empresa espera espantar as más impressões causadas pela demissão do presidente Francisco Valim, em janeiro.

No início de junho, a operadora anunciou Zeinal Bava, ex-CEO da Portugal Telecom, empresa acionista da Oi, como o substituto de Valim. A notícia chegou a provocar uma valorização das ações da empresa, mas foi pouco.

No ano, as ações preferenciais da Oi acumulam uma queda de 51,96%. O valor de mercado da Oi, baseado no desempenho de ações, é de R$ 6,19 bilhões. No fim de 2012 o valor era de R$ 14,08 bilhões.

De acordo com especialistas, a Oi ainda precisará aumentar o capital para fazer frente à necessidade de investimentos, inclusive com a possibilidade de uma nova emissão de ações.

Analistas estimam que a Oi teria mais R$ 300 milhões em ativos para negociar no segundo semestre.

Por outro lado, a operadora terá gastos de R$ 11 bilhões no ano (em investimentos, dividendos e despesas financeiras) para um Ebitda de R$ 9,08 bilhões.

"Com a venda de ativos, a empresa mantém a relação dívida/Ebitda em três. Mas a sua dívida ainda é cara, com juros de 8%, e a receita não crescerá 8%. Seria melhor reduzir o endividamento", afirmou um analista.

Segundo relatam economistas, a Oi teria chegado a uma situação limite, já que a receita esperada para o semestre não foi suficiente para pagar a primeira parcela dos dividendos em agosto sem elevar mais as dívidas.

"Ou a Oi revê as suas metas de investimento, ou a meta de dividendos, ou vai precisar fazer uma mudança societária para fazer caixa", disparou.

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