quinta-feira, 25 de julho de 2013

Estratégia de TV da Vivo não será expandida para o resto do Brasil

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O diretor geral da Telefônica/Vivo, Paulo Cesar Teixeira, acredita que os esforços que a operadora tem feito para melhoria do negócio fixo (que inclui telefonia e banda larga fixa e TV por assinatura) no mercado de São Paulo devem começar a dar resultados a partir do próximo trimestre fiscal. "Nesse segundo quarter já mostramos operacionalmente uma performance muito boa. Conseguimos reverter as perdas de linhas fixas, tivemos uma melhoria grande na banda larga com a diferença importante que 80% dos novos acessos já são acima de 4 Mbps, já temos quase 150 mil clientes em fibra e dobramos a base de IPTV em relação ao que tínhamos ao final do primeiro trimestre. Mas os resultados desse trimestre não capturam de imediato o pay-back dessas ofertas e esse casamento com as receitas deve começar a acontecer a partir do próximo trimestre", analisa Teixeira.

Mas ao que tudo indica, os planos de TV paga da Vivo se limitam ao estado de São Paulo, com foco em IPTV na rede de fibra na capital e na plataforma de DTH para o interior. Perguntado se havia algum plano de trabalhar com campanhas de marketing a venda do DTH para outros estados do Brasil, Teixeira deixou claro que não: "Não temos planos, nesse momento não. O foco é em São Paulo e a lógica é que a TV se some aos serviços de voz e banda larga", diz.

Vale lembrar que a Telefônica|Vivo chegou a ter uma base de assinantes de TV nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre, onde operava com MMDS, operações descontinuadas pela exigência de devolução da faixa de 2,5 GHz imposta pelo edital de 4G. "Eram operações pequenas, oriundas da TVA ainda e que nós vínhamos mantendo, mas decidimos descontinuar porque precisávamos devolver a faixa", comentou o executivo.

Além da oferta triple play, com telefonia fixa, banda larga e TV paga, a operadora também já trabalha com vantagens para clientes acrescentarem o quarto componente para a oferta quad play: a telefonia móvel. "Não temos um guarda-chuva com a denominação quad play ainda, mas a oferta conjunta já existe".

A receita de R$ 79,6 milhões registrada no segundo trimestre com a venda de torres, segundo Teixeira, se deu com a negociação do saldo remanescente de torres que a empresa ainda tinha na relação de "torres vendáveis". "No ano passado tínhamos separado já todas as torres estratégicas, em pontos de alta concentração ou com carregamento elevado que não permitiria, por exemplo, o compartilhamento. As demais, colocamos a venda porque porque havia uma valorização importante e o mercado queria pagar bem por elas. Negociamos 1,5 mil ano passado e vendemos as 90 restantes esse ano. Com isso, encerramos essa fase de vendas de torres", detalha.

Teixeira cita ainda que a Vivo continua trabalhando com a Claro no planejamento para o compartilhamento de infraestrutura para o 4G. "O principal é o backhaul, que tem que ter capacidade para atender as duas operadoras e casar isso com o footprint de rede de cada uma. Isso demanda um tempo para que as nossas equipes desenvolvam o estudo e, na verdade, é um processo permanente, para 2013, 2014 e 2015", conta o executivo.

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