quarta-feira, 17 de julho de 2013

Companhia energética entra no mercado de telecom

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A paulista CPFL, companhia do setor de energia, anunciou sua entrada no segmento de telecomunicações, com o plano de abrir dentro de um mês a CPFL Telecom.

A companhia, sediada em Campinas, já recebeu a aprovação da Anatel para começar suas operações, cuja estrutura de fibra óptica será instalada sobre a rede de energia da companhia, e será oferecida às operadoras de telefonia para a transmissão de dados.

A rede abrangerá inicialmente o interior e litoral de São Paulo. nas cidades de Campinas, Piracicaba, Sumaré, Araraquara, Bauru, Ribeirão Preto, Marília, São José do Rio Preto, Sorocaba, Santos, Praia Grande, Jundiaí, São Vicente, Franca, São Carlos e Americana.

Dentre os serviços oferecidos pela CPFL Telecom estão redes locais, acesso à internet banda larga, redes empresariais, hospedagem de páginas na internet e videoconferência.

Atuando em São Paulo, a CPFL entra para ter a sua fatia em um mercado altamente lucrativo, já que o estado concentra 24% de todas as linhas de celular do país e 31% dos acessos nacionais de banda larga, fixa e móvel.

A CPFL não está sozinha no trem das companhias de energia que estão diversificando suas operações, criando subsidiárias para levar o tráfego de voz e dados das teles por meio de fibra óptica. Outras empresas como a Cemig, de Minas Gerais, e a Copel, do Paraná, também investiram neste caminho para incrementar sua receita.

De acordo com João Rezende, presidente da Anatel, esta iniciativa é saudável, por levar as redes a pontos às vezes esquecidos pelas operadoras, assim como uma receita extra para as companhias de energia.

"Isso aumenta a infraestrutura de telecomunicações e proporciona maior competição ao mercado, uma vez que a rede de fibra óptica também pode ser oferecida a provedores locais de internet", afirmou.

É o caso da Copel, que em 2012 firmou um acordo com a Sercomtel, para uma oferta conjunta de dados e voz no Paraná.O foco da união é o mercado corporativo, com transmissão simultânea de vídeo e voz em alta velocidade, inicialmente em Curitiba e chegando a 30 novas cidades em quatro anos.

Em 2012, a Copel investiu cerca de R$ 82,5 milhões em redes de fibra óptica em paralelo às sua estrutura de distribuição de energia.

Segundo apontam analistas, as empresas de energia também pode fazer dinheiro vendendo suas divisões de telecom. Um exemplo é o da Atimus, rede de fibra da AES Eletropaulo, que foi comprada pela TIM por R$ 1,6 bilhão.

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