terça-feira, 9 de julho de 2013

3G em expansão revê papel do pré-pago na expansão dos celulares

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O crescimento do celular em maio de 2013, com adições líquidas de 974 mil celulares (688 mil no pós-pago), está em linha com as tendências apresentadas nos 12 últimos meses.

Isso porque, de acordo com a avaliação deles, desde maio do ano passado, os celulares entraram numa nova fase com a taxa de crescimento mensal caindo para um patamar inferior a 0,4%. As adições líquidas acumuladas nos últimos 12 meses que em maio de 2012 eram 39,9 milhões caíram para 10,6 milhões em maio de 2013. A queda ocorreu nas adições líquidas de pré-pago (de 32 para 3 milhões).

A participação do pré-pago no total de celulares do Brasil, que era de 81,78% em maio de 2012 caiu para 79,65% em maio de 2013. O estudo comprova que a Vivo foi a operadora com maior queda nas adições líquidas de pré-pago. Mas há uma razão: a tele reduziu o prazo de desligamento dos pré-pagos inativos para menos de 60 dias. Mas essa 'redução' do pré-pago é uma realidade em todas as operadoras.

As adições líquidas de pré-pago de maio de 2013 apresentam um quadro semelhante ao observado nos últimos 12 meses. A TIM liderou com adições líquidas de 383 mil pré-pagos, seguida pela Claro (303 mil) e Oi (149 mil). A Vivo apresentou adições líquidas negativas (-560 mil). TIM e Claro tem apresentado adições líquidas maiores no pré-pago, enquanto Vivo e Oi têm a maior parcela de suas adições líquidas no pós-pago. 

A Vivo liderou em adições líquidas de pós-pago em maio de 2013 (383 mil), seguida pela TIM (180 mil) e Claro (129 mil). A Oi, ao contrário do que ocorreu nos últimos 12 meses, apresentou adições líquidas negativas neste segmento (-27 mil). Estes resultados mostram um cenário de baixo crescimento do pré-pago, cerca de 2% ao ano, podendo variar se as operadoras decidirem introduzir mudanças em sua política de desligamento de pré-pago. Já o pós-pago deve continuar crescendo a taxas superiores a 15% ao ano.

Os números mostram que o mercado móvel vive um novo cenário. TIM e Claro sustentam sua política de pré-pago para marcar presença no market share nacional. A TIM, inclusive, reduziu sua distância da líder Vivo, que, ao contrário da rival, criou regras mais duras para o pré-pago e está desligando acessos inativos com prazo inferior a 60 dias. A Oi que foi a última a entrar no segmento - também adota uma política mais voltada para o pós-pago, sempre procurando unir o celular à telefonia fixa e à Internet. 

A migração do 2G para o 3G (que já é uma realidade) impulsiona os contratos pós-pagos. Isso porque os contratos 3G preveem o acesso à Internet. Segundo dados da Anatel, os celulares 3G apresentaram um crescimento líquido de quase 3,1 milhões de terminais entre abril e maio, chegando a 66,97 milhões de linhas ativas. Já a base de celulares 2G caiu - com pouco mais de 2,240 milhões de desconexões no mesmo período.

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