domingo, 30 de junho de 2013

Para a Level 3, Telebras não incomoda

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A Level 3 é uma das principais concorrentes da Telebras no fornecimento de serviços de rede, e isso tem se intensificado nos últimos meses. A estatal anunciou recentemente que entrará no setor de serviços de Content Delivery Network (CDN), disputando mais um mercado com a companhia norte-americana. Mas, na visão da Level 3, a concorrência com a brasileira não é um problema. "A estratégia deles não parece bem definida", afirma o diretor de produtos de voz e colaboração da empresa no País, Marcos Bedani. "O foco principal da Telebras é o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), clientes massivos. O nosso é o cliente corporativo", diz.

"A Telebras tem que entender que o momento agora é outro, a situação para ela é outra", afirma o diretor de vendas para operadoras da Level 3 na América Latina, Mauro Monicci, lembrando-se da época anterior à privatização. Nem mesmo a possibilidade de haver um desequilíbrio por não precisar de licitação para a contratação no governo causa um mal estar à empresa. "A Telebras pode levar vantagem em negócios diretos com o governo também, mas, até agora, não incomoda", garante o executivo. Na verdade, a Telebras pode atuar também como cliente em outras áreas de negócio da Level 3, como data center. "Podemos usar a infraestrutura deles e vice-versa para, por exemplo, acessos internacionais", explica Monicci.

A Level 3 mantém o comando das áreas com isonomia para atender aos clientes e cada negócio tem uma direção distinta. Com isso, garante a empresa, ela abre espaço para permitir que concorrentes em algumas áreas sejam clientes em outros serviços.

Além de prover serviços para as teles, a Level 3 também possui licença de Serviço Telefônico Fixo Comutado (SFTC) para operar no País com ofertas para o mercado corporativo em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Campinas (SP). Agora, a empresa está inaugurando essas operações em quatro novas cidades: Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador. "Fora dos grandes centros, estamos procurando a demanda", diz Monicci. A empresa não planeja nova expansão no negócio de voz para 2014, pelo menos até o momento.

De qualquer forma, o setor não é subestimado na companhia. Os serviços de voz representam 19% do faturamento global da Level 3, que somou a quantia total de US$ 6,736 bilhões (US$ 265 milhões somente no Brasil) no último ano fiscal. "A participação no País não é pequena. Não chega a números globais, mas é significativo", afirma Marcos Bedani. O mercado brasileiro é o maior da América Latina para a empresa.

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