quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os desafios para o novo presidente da Oi

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Zeinal Bava certamente já sabe como vai jogar e tem todo o apoio da torcida, ou seja, os acionistas da operadora e da Portugal Telecom. No entanto, como diria o ídolo Garrincha, agora falta combinar com o inimigo, que atende por ‘mercado brasileiro de telecomunicações’. Não é um mercado para amadores, como diria outro ídolo, o Tom Jobim.

Além de driblar problemas internos da Oi, Zeinal Bava tentará tirar a empresa do seu cativo quarto lugar no ranking das empresas de telefonia celular do país. Em abril, a Vivo ficou com 28,83% do total de market share brasileiro, seguida por TIM (27,01%) e Claro (24,98%), enquanto a Oi ficou com 18,77%, mantendo cerca de 49,6 milhões de aparelhos em operação.

O tal inimigo também tem outras características incômodas não só para a Oi, como também para suas concorrentes. De todos os 264.551.603 celulares em operação no Brasil, que é o sexto maior mercado do planeta, 79,84% são de contas pré-pagas. As recargas dos chamados ‘pais-de-santo’ (que só recebem chamadas) ficam entre R$ 5 e R$ 7, em média.

Com isso, o consumo de voz acaba muito abaixo do ideal. São 130 minutos de uso por mês, contra a média de 140 minutos em toda a América Latina. Na Índia, a média fica em 400 minutos. Nos EUA, são 700 minutos mensais, também em média. Crescer nesse cenário não é tarefa fácil, por maiores que sejam os investimentos em marketing, e eles são consideráveis.