sexta-feira, 28 de junho de 2013

Orelhões 'surdos e mudos' são maioria em cidade no Rio de Janeiro

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Utilizar o telefone público nas ruas do Centro de Barra Mansa - RJ tem sido uma tarefa árdua para os moradores da cidade.

De acordo com o pedreiro, Carlos Roberto Nascimento, 52, a falta de manutenção dos orelhões é preocupante e tira qualquer pessoa do sério. “A maioria não funciona, e os que funcionam estão com ruídos, excesso de poeira, sem falar nas teclas que travam constantemente. Quem não tem condições de usar um celular, acaba ficando sem opções, já que os telefones públicos se encontram em péssimo estado de conservação”, disse Carlos, exaltando que tentou utilizar quatro orelhões, mas que não obteve sucesso.

A necessidade do serviço de telefonia pública é presente em grande parte dos moradores, já que, nem todos os cidadãos têm um telefone celular em mãos, para utilizá-lo em um uma situação de emergência. Foi o caso do aposentado Roberto Oliveira, de 60 anos. Recentemente, Roberto passou por uma situação difícil, e por pouco não conseguiu chamar o socorro. “Sou aposentado por invalidez, pois tenho uma deficiência que me impede de trabalhar. Há pouco tempo, tive uma complicação no meio da rua, e precisei ser atendido. Minha mulher tentou utilizar diversos orelhões para chamar uma ambulância e não conseguiu, pois nenhum estava funcionando. A sorte foi que uma senhora que passava, conseguiu chamar a emergência”, explicou.

Para o vigilante Jaime Almeida, de 52 anos, a necessidade de melhoria dos orelhões é muito grande. “O estado do telefone público é muito ruim. Os que funcionam têm muito barulho, muitos ruídos, que acabam dificultando o diálogo entre as duas pessoas. A empresa responsável tem que realizar a melhoria dos orelhões o mais rápido possível, já que muita gente depende do serviço”, concluiu, ressaltando que nem mesmo a cobrar o telefone funciona.

Nossa equipe tentou diversas vezes entrar em contato com a Oi, companhia responsável pelo serviço de telefonia pública, mas não obteve nenhuma resposta, já que, segundo os atendentes de diferentes setores, os números de todos os orelhões analisados deveriam ser informados, para que a manutenção pudesse ser realizada.

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