quinta-feira, 27 de junho de 2013

Investigação aponta que Sky tem 200 mil clientes a menos do que diz ter

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O grupo de TV por assinatura via satélite norte-americano DirecTV, controlador de 93% da Sky Brasil, está passando o pente fino em sua subsidiária brasileira. Os resultados preliminares de uma investigação iniciada em abril de 2013 pela holding na Sky Brasil conclui que, "desde 2012, certos empregados da Sky Brasil conduziram atividades inconsistentes com as políticas autorizadas para a Sky Brasil para retenção de assinantes e gerenciamento de churn".

A constatação é muito séria e foi reportada à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC) hoje (27). Em nota, a DirecTV cita que as atividades ilícitas praticadas por funcionários da Sky Brasil "incluem a concessão indevida de créditos a várias contas de clientes para reduzir ou eliminar saldos devedores de tais assinantes" e que tiveram como efeito "a redução do churn e o aumento da base de assinantes da Sky Brasil artificialmente durantes partes de 2012 e de 2013".

A DirecTV alega que a as atividades impróprias identificadas "foram encerradas e os assinantes que haviam deixado de receber anteriormente o sinal da Sky mas ainda constavam da base de usuários devido à conduta incorreta de funcionários serão retirados da base da operadora seguindo a política autorizada para a empresa". Segundo estimativas da investigação interna, ao final de dezembro de 2012 a base de usuários da Sky deveria ter 100 mil assinantes a menos do que os 5.038.863 clientes informados na ocasião à Anatel. Ao final de março, a base estaria inflada com nada menos do que 200 mil clientes a mais do que os 5.258.503 assinantes reportado à agencia brasileira. Ou seja, em três meses a operadora afirmou ter recebido 100 mil novas adesões, o que fez a sua empresa-mãe desconfiar.

A DirecTV informa que os assinantes contabilizados erroneamente como ativos serão retirados da base da Sky nos resultados financeiros do segundo trimestre de 2013 e, com o reconhecimento do aumento da taxa de churn na operação brasileira, o balanço financeiro da holding do segundo trimestre terá um impacto de US$ 25 milhões em amortização dos custos de instalação e dos equipamentos consignados aos clientes inativos que serão excluídos da base.

O churn esperado para a Sky Brasil, com o aumento da competição no mercado nacional, será ainda maior do que a previsão estimada pela DirecTV ao final de março. Dados financeiros e novos guidences serão atualizados na conferência de resultados do segundo trimestre.

Entramos em contato com a Anatel para saber o que eles acham da atitude da Sky mas até agora não recebemos nenhum retorno. Assim que recebermos o pronunciamento da agência publicaremos.

Mensalmente, o #Minha Operadora publica os números da TV Paga no Brasil. Você pode ter acesso aos últimos dados aqui.

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