terça-feira, 18 de junho de 2013

Fibra deve passar por 1,8 milhão de domicílios até o final do ano

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A Telefônica/Vivo começou nesta segunda uma campanha de mídia na Grande São Paulo para promover o serviço Vivo TV Fibra, que hoje passa por aproximadamente 1 milhão de domicílios. Segundo o diretor de vídeo da operadora, Rafael Sgrott, a expansão da rede FTTH da operadora é acelerada. A meta é passar por 1,8 milhão de domicílios até o final do ano, incluindo a região da Grande ABC. “A oferta do serviço nestas praças começará assim que estiver acertada a licença do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC)”, diz Sgrott, afirmando que a tramitação do pedido da licença está “bem evoluída” na Anatel.

As regiões que estão recebendo redes de fibra ficam em Osasco, Guarulhos, São Bernardo, Santo André, São Caetano, Barueri e Cotia. Além disso, algumas cidades do interior, como Campinas, também devem ter redes FTTH em breve. Segundo o diretor de vídeo da operadora, a escolha das regiões depende de variáveis como concentração de renda e de pessoas. Além disso, como a operadora trabalha com um grupo de empresas de prestação de serviço, o trabalho de expansão não pode ficar concentrado em uma única região.

A operadora não deve substituir sua rede de cabo da TVA, na região metropolitana de São Paulo, pela de fibra, pelo menos por enquanto, concentrando os investimentos em regiões ainda não atendidas.

O Vivo TV Fibra custa a partir de R$ 69,90 (sem canais pagos em HD). Trata-se de um valor agressivo em relação à tecnologia empregada. Questionado sobre a viabilidade do serviço a esse custo em uma rede nova FTTH, Sgrott explica que o investimento é de “longuíssimo prazo”. “A experiência do assinante no serviço por fibra deve levar à ampliação do pacote”, diz, destacando que não é necessário instalar novos equipamentos na casa do cliente após a assinatura do pacote de entrada. “As caixas já são HD e não é necessário levar um modem”.

Na última semana, a operadora também começou uma campanha para venda do serviço de TV por satélite no interior de São Paulo. Segundo Rafael Sgrott, a interiorizar o serviço de TV não demanda um grande investimento em estrutura de instalação, uma vez que a Vivo já conta com uma rede de técnicos bem capilarizada no estado. No entanto, é necessário um alto investimento na estrutura de venda. “Na capital, a venda por telemarketing e Internet funciona bem. Mas no interior é preciso estar presente com lojas físicas e revendas”, explica. Com essas ações, a Vivo TV espera reverter a queda de base de assinantes de TV paga registrada nos últimos semestres. Contribui para isso também o fato de que o MMDS, onde a empresa tinha boa parte de sua base, já ter sido descontinuado, o que permite à Vivo agora se focar em apenas três plataformas de vídeo (cabo, fibra e DTH).