quarta-feira, 1 de maio de 2013

Oi tem crescimento de 5,5% em acessos totais

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Com a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre de 2013, a Oi também informou o crescimento na quantidade de unidades geradoras de receita (UGRs). De acordo com o balanço não auditado da operadora, houve um crescimento de 5,5% em comparação com o primeiro trimestre de 2012, fechando março com 74,705 milhões de UGRs.

A área de mobilidade pessoal continua a maior, com 46,569 milhões de unidades, crescimento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano passado, ou 2,5 milhões de adições líquidas em 12 meses. A empresa alega que houve “contínuo crescimento da base de pós-pago” em função do foco maior dado a esses clientes, totalizando 6,664 milhões de acessos no trimestre, aumento de 19,6% (1,1 milhão de acessos) em relação aos primeiros três meses de 2012. A base de conexões pré-pagas cresceu também: 3,6% (1,4 milhão de conexões), total de 39,905 milhões. O churn, ou seja, fuga de usuários para outras empresas, com o plano Oi Conta Total (mais de um aparelho) apresentou redução acima de 30%, enquanto na base de pós-pago com apenas um produto chegou a “quase 50%” no período.

Contabilizando a mobilidade pessoal com a empresarial, a Oi contabilizou 49,515 milhões. O ARPU móvel, considerando clientes residenciais e empresariais, fechou o período em R$ 20,5, queda de 3,8% na comparação de trimestres. Segundo a companhia, isso se deu por conta da “menor receita de interconexão (queda da VU-M), que foi parcialmente compensada pelo crescimento de clientes pré-pagos e aumento de atividade pós-paga”.

A Oi fechou o trimestre com cobertura 3G em 726 municípios (74% da população urbana brasileira), um crescimento de 153% em comparação com o primeiro trimestre de 2012. Além de destacar o lançamento do LTE nas seis cidades-sede da Copa das Confederações (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza), a companhia lembrou que concluiu negociações com a TIM para o compartilhamento da rede 4G (RAN Sharing).

As unidades residenciais tiveram crescimento de 3,5%, totalizando 18,471 milhões, atribuídos pela companhia à estratégia de convergência para “evolução da banda larga e TV paga e redução das desconexões da fixa”. Nessa área, as linhas fixas em serviço somaram 12,383 milhões de UGRs, recuo de 3,6%. Essa queda foi compensada tanto com as unidades de banda larga fixa quanto da TV paga.

A banda larga residencial contou com 5,251 milhões de UGRs, aumento de 13,8% e resultado de 637 mil adições líquidas em 12 meses. A empresa diz que o resultado é fruto de investimentos, reposicionamento de ofertas do Oi Velox “em determinados mercados”, expansões de canais de venda e ações de fidelização. A penetração de banda larga nas residências clientes da Oi cresceu de 35,4% em março de 2012 para 41,9% atuais. A velocidade média oferecida pela empresa ficou em 3,4 Mbps, aumento de 30%. O percentual da base com velocidade igual a superior a 5 Mbps evoluiu dez pontos percentuais nos 12 meses, fechando o trimestre em 34% de todos os acessos.

Seguindo as fortes tendências de crescimento do mercado, a Oi conseguiu mais do que duplicar a quantidade de acessos em TV paga. No primeiro trimestre foram 837 mil de UGRs, crescimento de 111,4%. Assim, a penetração chegou a 6,7%.

A Oi afirma estar trabalhando em três frentes com as conexões por cabos óticos: expansão da rede, prospecção de novos territórios e relacionamento com cliente final. A companhia não divulgou o número de acessos FTTH, tanto na banda larga (de 100 Mbps a 200 Mbps) quanto na oferta de IPTV que utiliza a plataforma Mediaroom, da Microsoft (recentemente adquirida pela Ericsson).

Mais uma vez, os telefones públicos (TUP) apresentaram recuo: 5,4%, totalizando 716 mil UGRs.

O ARPU (receita média por usuário) por residência ficou em R$ 68,8, crescimento de 9% comparado a 1T12. A empresa diz que isso aconteceu porque 55% das residências (6,948 milhões de UGRs) contam com mais de um produto Oi, contribuindo para o aumento da receita.

A operadora afirma que houve diminuição de 58% do churn residencial do acumulado de 12 meses, totalizando 458 mil desconexões. Considerando somente o primeiro trimestre de 2013, foram 95 mil desconexões líquidas, redução de 54% em relação a 2012 e, segundo a Oi, menor nível desde 2009. A empresa atribui isso à iniciativas dos canais de venda, esforço de retenção de clientes e cross selling.

O setor que mais cresceu foi o empresarial/corporativo, com 10,3% no intervalo e fechando o trimestre com 8,949 milhões de UGRs, apesar da queda na receita líquida de 1,5% “em função do impacto de provisões relacionadas à redução de tarifas reguladas do atacado”. As conexões fixas ficaram em 5,398 milhões de UGRs (crescimento de 4%), 604 mil unidades de banda larga (aumento de 12,9%) e 2,946 milhões de acessos móveis (crescimento de 23,5%). A empresa destaca crescimento em São Paulo para soluções de voz e dados para empresas. Houve um crescimento de 5% na base de digitronco e crescimento de 28% em serviços de rede VPN e 55% no acesso à Internet IP.