domingo, 12 de maio de 2013

Oi perde 40,5% de seu valor de mercado

O que você achou? 
As coisas não andam tão boas para a Oi em 2013. Embora tenha apresentado melhora em alguns quesitos do seu balanço financeiro no primeiro trimestre, na bolsa a empresa não conseguiu estancar uma perda de 40,5% no valor de suas ações.

No acumulado do ano até agora, as ações preferencias tiveram uma cotação de R$ 4,52.

Para analistas, a queda das ações deve-se a uma "crise de confiança" em relação aos sócios controladores da Oi. A saída de Francisco Valim da presidência da companhia, em janeiro, seria o estopim disso, segundo analistas.

Levando em conta os últimos doze meses, a desavalorização das ações da operadora no mercado é de 46%, chegando a R$ 7,8 bilhões.

Ainda assim, na parte de receita, a Oi registrou crescimento nos quatro últimos trimestres, com aumento na receita de 9,7%, 15%, 6,2% e 3,5% respectivamente, chegando a R$ 7,04 bilhões de janeiro a março deste ano.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 6,6%, para R$ 2,15 bilhões.

No entanto, a operadora frisou que estes números positivos vêm de um ganho não recorrente de R$ 1 bilhão com a venda de torres de telefonia.

Na semana passada a empresa já anunciou que pretende vender outros ativos para conter o endividamento e manter o fluxo de caixa para investimentos em 3G e 4G, por exemplo, e não ficar atrás na concorrência. O nível do endividamento da operadora, que no primeiro trimestre já chegou a 3,05 vezes o Ebitda.

Em comunicado, a Oi destacou que parte das vendas de ativos já está próxima da conclusão, com o objetivo é manter a relação dívida líquida/Ebitda no patamar de até três vezes ao longo deste ano.

Segundo estimativa da consultoria CGD Securities, a Oi tem 39 prédios e 4 mil torres para vender, o que poderia gerar R$ 1,5 bilhão no ano.

Por outro lado, a operadora terá gastos de R$ 11 bilhões no ano (em investimentos, dividendos e despesas financeiras) para um Ebitda de R$ 9,08 bilhões.

"Com a venda de ativos, a empresa mantém a relação dívida/Ebitda em três. Mas a sua dívida ainda é cara, com juros de 8%, e a receita não crescerá 8%. Seria melhor reduzir o endividamento", disse outro analista.

Segundo relatam economistas, a Oi teria chegado a uma situação limite, já que a receita esperada para o semestre não foi suficiente para pagar a primeira parcela dos dividendos em agosto sem elevar mais as dívidas.

"Ou a Oi revê as suas metas de investimento, ou a meta de dividendos, ou vai precisar fazer uma mudança societária para fazer caixa", disparou.