quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mais de 60 baterias da GVT e TIM são apreendidas pela Polícia

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A Polícia apreendeu 65 baterias de gel (de uso exclusivo de companhias telefônicas), furtadas recentemente e que estavam instalados em oito veículos, em Cuiabá. Nove pessoas foram presas, acusadas de receptação. Esse tipo de bateria é mais potente e dura mais.

A apreensão ocorreu durante uma operação conjunta entre o 1º Batalhão da Polícia Militar e a Delegacia de Roubo e Furtos da Capital. Os veículos estavam no pátio do Parque de Exposições da Acrimat, no bairro Dom Aquino, Cuibá - MT.

No local aconteceria o "Stock Som", um campeonato de som automotivo. Os policiais chegaram horas antes do show contando, inclusive, com o helicóptero da PM, que pousou no parque para evitar fugas dos suspeitos.

Numa picape Fiorino, foram apreendidas 20 baterias e, em outra, mais 20. As demais, estavam distribuídas em vários automóveis. Os proprietários dos veículos foram identificados e presos por receptação. Segundo as informações, são estudantes e funcionários de lojas de equipamento de som.

Do total, foram recuperadas baterias que pertenciam às operadoras de telefonia TIM (celular) e GVT (fixa). 

Segundo o coronel Jadir Metelo Costa, do Comando Regional I, a operação foi desencadeada após o registro de muitas queixas da operadora sobre furtos de baterias. “A apreensão dessas baterias e a prisão de quem comprou por receptação representam um duro golpe nesse esquema criminoso”, disse o oficial.

O coronel Costa acrescentou que os policiais verificaram dezenas de outros veículos que participavam do campeonato. 

Conforme levantamento dos policiais, as empresas compram as baterias por valores que variam entre R$ 600 e R$ 1,6 mil. Os receptadores disseram que sabiam da irregularidade e revelaram que compravam os produtos no "mercado negro", pagando, em média, R$ 350 por cada uma.

As investigações apontam que os autores dos furtos são pessoas ligadas a operadoras telefônicas e que os crimes ocorreram tanto durante o dia como a noite. Para retirar os produtos das empresas, era preciso usar a chamada “chave-canhão”, que, geralmente, fica com um técnico.

“Na falta da chave, muitas vezes, os locais são arrombados para a retirada da bateria, esquema usado muito para arrombamento de caixas eletrônicos”, explicou um policial da Derf, que participou da prisão.

Entre os presos desde o início do ano, segundo as informações, há um policial militar acusado de arrombar uma torre telefônica para a retirada da bateria. O nome não foi divulgado.

Desde o final do ano passado, a Polícia Militar apreendeu 125 baterias. Em dezembro, foram localizadas outras 60 baterias de diversas operadoras.