sexta-feira, 3 de maio de 2013

Linktel investe R$ 20 milhões para ter 10 mil hotspots Wi-Fi até a Copa do Mundo

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A Linktel está executando um plano ambicioso de expansão de sua rede Wi-Fi no Brasil. A meta é saltar dos atuais 1.580 hotspots para 10 mil até a Copa do Mundo de 2014, revela o presidente da companhia, Jonas Trunk. Para tanto, investirá cerca de R$ 20 milhões: metade este ano e metade no ano que vem. Quando comparado com países desenvolvidos ainda é pouco: "Nova York tem sozinha 12 mil hotspots", diz Trunk.

Os pontos de acesso (APs, na sigla em inglês) da Linktel estão espalhados em shopping centers, hotéis e aeroportos das principais cidades do País. Depois da venda da Vex para a Oi, a Linktel tornou-se a única operadora Wi-Fi independente no Brasil, ou seja, que não pertence a nenhum dos grandes grupos de telecomunicações do País. Por isso, é cortejada por todos. Mas Trunk garante que a empresa não está à venda. "Em vez de me casar, prefiro ficar solteiro e namorar com todas, abertamente", compara, em tom de brincadeira.

A rede da Linktel é usada hoje pela TIM e por empresas internacionais para roaming de turistas no Brasil. "Estamos perto de fechar acordo com outras duas operadoras", relata o executivo. O interesse das teles é usar o Wi-Fi para desafogar suas antenas 3G, que se encontram sobrecarregadas. Os APs da Linktel estão preparados para autenticação automática de smartphones e tablets através da tecnologia EAP-SIM. Isso significa que os usuários podem ser reconhecidos pela rede sem a necessidade de inclusão de senha.

Outro caminho para as teles é investir em microcélulas, o que poderia reduzir seu interesse por Wi-Fi. Trunk não demonstra preocupação: "A tecnologia Wi-Fi é mais estável. A eletrônica de um access point Wi-Fi é mais madura que aquela de uma small cell: sofre menos interferência e menos instabilidade", afirma. Os equipamentos da Linktel foram fornecidos pela Ruckus Wireless, Aruba Networks e Cisco.

A receita da Linktel no ano passado foi de R$ 17 milhões, dos quais aproximadamente 10% provieram da rede Wi-Fi. Para 2013, a previsão é chegar a R$ 22 milhões, sendo 20% de Wi-Fi. A principal fonte de faturamento da companhia é a oferta de serviços de telecomunicações para clientes corporativos, como Goodyear e Kopenhagen. "Wi-Fi não é nossa área mais lucrativa, mas é aquela que proporciona maior projeção na mídia", comenta Trunk.