sábado, 11 de maio de 2013

Hispasat eleva aposta no Brasil com o satélite Amazonas 3

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A Hispasat elevou ainda mais a sua aposta no Brasil com o satélite Amazonas 3, após ter transformado o país em seu maior mercado e fonte da metade do seu faturamento, disse a presidente da empresa espanhola, Elena Pisonero.

'Se o Brasil não nos impuser limites, eu não os imporei', afirmou a executiva no Rio de Janeiro, onde anunciou o início das operações do Amazonas 3, o satélite lançado pela Hispasat em 7 de fevereiro.

O novo satélite, com custo de US$ 350 milhões e que será operado e comercializado pela Hispamar, a subsidiária do grupo no Brasil, é o primeiro com capacidade para oferecer telecomunicações pela banda Ka na América Latina e, consequentemente, universalizar o acesso à internet por banda larga e alta velocidade na região.

E o Brasil não é só o operador do satélite mas também o contratante de um terço da capacidade do Amazonas 3, incluindo três dos nove feixes da banda Ka (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília).

'Espero que com esse projeto o Brasil salte ainda mais em importância para o grupo. O Brasil é claramente uma peça importante de todo o crescimento do grupo e por isso estamos presentes e elevamos a nossa aposta', explicou Elena.

A presidente da Hispasat explicou que o crescimento da receita no Brasil é muito superior ao registrado no mercado europeu, 'onde está perdendo força', ao ponto de o país já representar metade do volume de negócios da empresa espanhola.

'Metade da receita em conjunto do grupo procede do Brasil, e essa percentagem chega a quase 60% se for levada em conta toda a América Latina', assegurou a presidente da Hispasat, operadora de satélites que já é a quarta maior no mundo em faturamento.

Segundo a executiva, o início das operações do Amazonas 3 pode fortalecer a liderança da Hispasat na América Latina e elevar a participação no Brasil, em onde a líder é a Star One.

'Temos uma percentagem elevada do mercado na América Latina. No Brasil, somos os segundos em capacidade desdobrada e esperamos manter essa posição ou melhorá-la', disse.

'Chegamos ao Brasil em um momento em que não era evidente o crescimento do mercado e a Hispasat apostou em estar aqui. No final, pudemos tirar vantagem de uma aposta em um momento que não parecia adequado', acrescentou.

A Hispasat entrou ao mercado brasileiro em 2003, quando se associou à Oi para criar a Hispamar e oferecer serviços de satélite em toda a América Latina.

O Amazonas 1, primeiro satélite operado pela Hispamar e pioneiro no mercado brasileiro com a oferta de capacidade em banda Ku, esgotou sua capacidade em dois anos. Com o Amazonas 2, o grupo estendeu sua cobertura aos Estados Unidos.

'A aposta no Brasil é contínua e decidida desde que lançamos a Hispamar. E não se trata só de um investimento de capital através dos satélites que estão na posição (orbital) brasileira mas também de capital humano. Aqui já temos 50 pessoas, o que representa um terço da equipe', afirmou.

Elena acrescentou que a aposta no Brasil seguirá com o lançamento do Amazonas 4, um projeto para lançar dois satélites de uma só vez, o que exigirá um investimento adicional de US$ 350 milhões.

'Há um ano lançamos uma nova missão que se chama Amazonas 4, com a qual reforçaremos o crescimento no Brasil', afirmou.

Os dois novos satélites servirão para atender a demanda que surgirá com os grandes eventos que o Brasil organizará nos próximos anos, incluindo a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

'O objetivo é lançar o Amazonas 4A no final deste ano e o Amazonas 4B ao longo do próximo ano. Estamos acelerando esse processo para atender as necessidades do Brasil', afirmou.

Elena assegurou que a capacidade do Amazonas 3 está praticamente toda vendida graças à demanda do país.

'O Brasil foi para nós um mercado muito importante nos últimos anos mas também foi, por seu tamanho, uma plataforma ideal para operar em toda a América Latina. Por isso estamos comercializando os satélites para a região através da Hispamar', explicou.