sexta-feira, 31 de maio de 2013

Depois de tantas reclamações, teles se explicam

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Depois de terem faltado à primeira audiência pública e pedido desculpas, os presidentes das empresas de telefonia foram ao Congresso para explicar diante dos deputados, as falhas do serviço. O presidente da TIM, Rodrigo Abreu; da Vivo, Antonio Carlos Valente; o vice-presidente executivo da GVT, Gustavo Gachineiro; o presidente da Claro, Carlos Hernan Zenteno; e o vice-presidente da Embratel, representando a NET, Oscar Petersen; foram à audiência das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia falar sobre o serviço. Segundo o representante do sindicato das empresas, Eduardo Levy, no ano passado foram investidos quase R$ 26 bilhões no setor, mas há no Brasil 250 leis que impedem a instalação de antenas essenciais ao aumento da rede.
Não há obrigação

O presidente da TIM, Rodrigo Abreu, disse ser favorável aos encontros com deputados. “Não existe posição de antagonismo. Os nossos objetivos são os mesmos.” Abreu se defendeu da acusação de que a TIM, a operadora mais atingida na proibição de venda de chips imposta pela Anatel no ano passado, estaria derrubando o sinal para cobrar mais. Segundo ele, não há obrigação de cobertura em um lugar ou outro. “Existem muitas reclamações de que as empresas descumprem a cobertura, sendo que não há nenhuma obrigação nesse sentido.”

Para o presidente da Anatel, João Batista de Rezende, o objetivo da agência não é que as empresas façam investimentos, mas que o serviço seja bom. “Para a Anatel, o que importa é a qualidade do serviço. Os investimentos vão ser feitos com a pressão do mercado”, afirmou. Segundo ele, o preço da tarifa de interconexão, que encarece as ligações no Brasil, vai cair. “No processo de privatização, o preço da tarifa de interconexão foi colocado alto justamente para atrair as empresas. Agora vamos buscar reduzi-lo sem retirar os investimentos”, disse.

O deputado Nelson Marchezan Jr. criticou a Anatel pela fiscalização falha. “Audiência das teles “pra compadres, como sempre”. O presidente da Anatel não respondeu nada. Todos os avanços foram fruto dos apontamentos do TCU, sob pena de responsabilização. Ou seja, tardios e a contragosto”, afirmou.