terça-feira, 30 de abril de 2013

Proteste afirma que a comercialização do 4G no Brasil é 'propaganda enganosa'

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Os consumidores não devem se precipitar a comprar aparelhos e planos compatíveis com a tecnologia 4G, afirmou a Proteste, associação de defesa dos direitos dos consumidores. Em nota enviada à Anatel, a entidade questionou e pediu esclarecimentos sobre a instalação das redes e os planos oferecidos pelas operadoras para o 4G, tecnologia de banda larga móvel que começa a entrar em funcionamento no país.

A avaliação da Proteste é que os consumidores não devem se apressar na adoção da tecnologia. "Não é aconselhável o consumidor investir em uma tecnologia ainda cara, compatível com poucos celulares e disponível ainda em poucas regiões de algumas cidades", escreveu a associação em comunicado à imprensa.

Um dos principais pontos criticados pelo órgão é a limitação do download em alguns planos de internet móvel, que poderá comprometer o alto desempenho do 4G, algo considerado como a grande vantagem do novo sistema.

"É como você pagar por uma carruagem que no meio do caminho vira abóbora", afirmou Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. "Quem contrata o serviço 4G quer transmitir muitos dados de forma rápida. Se as operadoras colocam um limite de quantidade de dados e decide que, ao atingi-lo, a velocidade da rede diminui, elas, de certa forma, estão enganando o consumidor".

Com base nisso, a Proteste acredita que o lançamento do 4G no Brasil pode ser classificado como "propaganda enganosa porque aparelhos mais caros acabarão sendo usados para velocidades menores".

Além disso, segundo Dolci, aparelhos e planos mais caros acabarão por ser operados em frequências destinadas ao 3G. "Inicialmente o 4G funcionará na frequência de 2,5 Ghz, com baixo desempenho para locais fechados, o que implicará a necessidade de utilização de outras faixas de frequência relativas ao 3G e 3G Plus para se obter as velocidades prometidas", disse a associação.

A coordenadora da Proteste afirma que o grande problema é que os consumidores não estão sendo informados que se quiserem ter uma quantidade de download e transmissão de dados maior, deverão assinar planos provavelmente mais caros. Além disso, se quiserem migrar para outra operadora que funciona na faixa de 700MHz (futuramente) também terão que investir em novos aparelhos móveis que são compatíveis com esta frequência.

O 4G está disponível em 12 cidades do Brasil por meio da Claro e no Rio pela Oi. Hoje (30) foram anunciados também os planos da Vivo e da TIM.