terça-feira, 23 de abril de 2013

Ovum aconselha teles a não expandirem para outros países

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No que parece ser um retrato da política recente de companhias como Vivendi (controladora da GVT) e Nii Holdings (controladora da Nextel), um estudo da Ovum divulgado ontem diz que é mais benéfico para as operadoras investirem em crescimento da base de clientes em menos países do que expandir para mais mercados de maneira horizontal. A companhia de pesquisa considera isso como uma mensagem para as teles europeias, que estão prevendo consolidação, convergência e a criação de uma rede pan-Europeia ou regime de regulamentação e licenças.

O argumento é que, enquanto algumas vezes é saudável para a companhia expandir o território, em outras isso pode levar a espalhar os recursos marginais de maneira a deixá-los escassos, o que poderia acarretar em uma performance fraca no local. A Ovum diz que reconhece a lógica das teles em expandir para diversificar os riscos de negócios, o que tem funcionado bem tanto para mercados desenvolvidos quanto emergentes, mas diz que as oportunidades na economia de escala e escopo não são tão grandes assim. "Os benefícios são maiores para uma operadora que tem uma base de clientes maior em menos países", explica o analista da empresa de pesquisas, Emeka Obiodu, em comunicado.

O levantamento da Ovum compara o desempenho de 20 grandes companhias de telecomunicações entre 2000 e 2011, destacando os benefícios associados com economias de escala e de escopo, lucratividade de acionistas e o custo de dificuldades financeiras. A análise relaciona a variação do tamanho da presença da empresa em países com o prejuízo líquido, número de funcionários, receitas, capital empregado e EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).