domingo, 28 de abril de 2013

Huawei já instalou mais de mil sites LTE no Brasil

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Com a proximidade para a data limite estabelecida pela Anatel no edital do 4G para o início da operação comercial do LTE nas cidades-sede da Copa das Confederações (dia 30 de abril), as teles começam a revelar suas estratégias. A Claro, que na semana anterior havia anunciado a 11ª cidade com seu 4GMax, anunciou na última quinta sua entrada em São Paulo, mesmo dia em que conhecemos os planos da Oi para o LTE. A Vivo fará seu anúncio oficial no próprio dia 30, e o que se espera é que a TIM, mesmo tendo se mantida em silêncio até o momento sobre sua estratégia para o 4G, esteja com tudo pronto para o início da sua operação LTE nas seis cidades da Copa: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife e Brasília.

A Huawei tem participado ativamente da implantação dessas infraestruturas para LTE das operadoras Claro, TIM e Vivo e, de acordo com o gerente de redes de operadoras da empresa, Sergio Bataglia, a fornecedora chinesa já implantou mais de mil sites 4G em todo o Brasil.

"É um desafio grande, porque estamos instalando para vários clientes simultaneamente e temos sistemas em todas as cidades-sede da Copa das Confederações", comenta Bataglia. Segundo ele, a estimativa da Huawei é fechar o ano com mais de 2 mil sites 4G instalados no País. "No final do ano teremos um outro marco, quando vence o prazo dado pela Anatel para instalação do 4G nas cidades da Copa do Mundo, e teremos também operadoras entrando em mercados-chave mesmo sem ter obrigação", explica. Um exemplo é a Vivo, que irá lançar já no próximo dia 30 sua rede LTE também em São Paulo, apesar da cidade não estar incluída como sede na Copa das Confederações.

Uma das principais características dos equipamentos LTE oferecidos pela Huawei é que as redes de acesso de rádio (RAN, na sigla em inglês) combinam em um único equipamento as tecnologias 2G, 3G e 4G, chamada Single RAN.

"A gente percebe que as operadoras seguem investindo em 3G, que ainda tem muito espaço para crescimento no País com a tecnologia HSPA+. É claro que eventualmente pode precisar de placas ou atualizar o software, é um trabalho que precisa ser feito em cada um dos sites, mas mesmo quando uma operadora compra 3G, já fornecemos o Single RAN, o que facilita a evolução das redes das operadoras", detalha Bataglia.

Para ele, a convivência entre 3G e 4G é necessária. "A implantação de uma rede nova toma tempo, não sai da noite para o dia, e é preciso continuar oferecendo serviço para os clientes de forma transparente". Além do mais, por ser uma rede de núcleo único, IP, as operadoras brasileiras estão optando para a transmissão prioritariamente de dados sobre o LTE, e as chamadas de voz dos smartphones 4G necessitam fazer o chamado fallback para as redes 3G.

Além de também fornecer modems 4G para as operadoras brasileiras, a Huawei já deu início também a negociações com as teles para trazer ao País seus smartphones 4G. "Estamos em negociação e já temos smartphones 4G disponíveis inclusive para a frequência brasileira de 2,5 GHz", revela.