terça-feira, 23 de abril de 2013

FMUSP desenvolve projeto de Tablet da Saúde

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Um projeto em desenvolvimento na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) pretende usar a tecnologia para valorizar os profissionais da saúde. A meta é fornecer aos trabalhadores da área um tablet conectado a internet por um modem 3G, que permita o acesso direto ao conteúdo acadêmico e científico produzido pela FMUSP, o maior centro de referência em estudos médicos no País. O dispositivo, batizado de “Tablet da Saúde” é a parte prática do Programa de Valorização dos Profissionais de Saúde por Educação Interativa a Distância e Teleassistência.

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O programa é uma iniciativa que procura potencializar os efeitos positivos do conteúdo produzido por intermédio da disciplina de Telemedicina da FMUSP para uma parcela maior da sociedade. Para tanto, criou a chamada “Nuvem do Conhecimento da Saúde”, uma plataforma digital que armazena vídeos, cursos e materiais interativos criados pelos especialistas. 

O “Tablet da Saúde” funciona como uma janela para esta “nuvem”. Nas mãos de profissionais de saúde em atuação no campo de trabalho, o aparelho abre muitas possibilidades e pode viabilizar, por exemplo, cursos de educação profissional continuada ou web conferências com especialistas em determinados assuntos. O dispositivo pode ser utilizado tanto pelos profissionais como também por universitários, em qualquer ambiente, hospitalar ou não.

“O Tablet da Saúde trabalha com o conceito de saúde móvel. Além de reprodução dos conteúdos, o dispositivo pode trabalhar também de maneira autônoma. Ele tem a capacidade de funcionar como uma máquina fotográfica que registra uma determinada situação problema. Com acesso a internet, esta imagem poderia ser enviada para profissionais especializados alocados em algum centro de referência que poderiam fornecer um grande suporte para o médico que está em campo”, explica o médico Chao Lung Wen, chefe da disciplina de Telemedicina da FMUSP.

Como pode ser usado de vários modos, o Tablet da Saúde está focado hoje em três projetos-piloto. Os primeiros testes começarão em maio, em parceria com outras disciplinas da FMUSP e também com instituições fora da USP, como as Secretarias de Estado da Saúde e da Segurança Pública. A disciplina de Telemedicina atuará em conjunto com serviços de saúde, dentro e fora do ambiente hospitalar, focados em “Atenção Primária”, “Saúde do Idoso” e “Emergências”.

No último dia 20 de março, a FMUSP formou também outra aliança para o desenvolvimento deste projeto. A Vivo passou a ser parceira da USP.. Inicialmente, a empresa forneceu 60 chips 3G Plus, que serão diretamente utilizados nos primeiros testes.

Segundo Wen, a aliança formada com a Vivo é importante para a FMUSP e, mais especificamente, para o projeto do “Tablet da Saúde”. Mas não apenas pelo fornecimento dos chips. “Certamente, teríamos condições de adquiri-los por conta própria. A aliança é muito importante sim pela possibilidade de expansão dos recursos tecnológicos para a ampliação do projeto. Temos de saber exatamente quais os benefícios efetivos que a tecnologia atual pode oferecer. Para a Vivo, também é um aprendizado importante, para adequação dos seus produtos para as necessidades da saúde brasileira”, explica.

A disciplina de Telemedicina conta hoje com a colaboração de profissionais de diversas áreas, como design gráfico 3D, design de comunicação educacional (comunicação digital e audiovisual) e tecnologia da informação e, há mais de dez anos, trabalha na produção de conteúdos. Wen afirma que o objetivo destes primeiros testes é garantir que o Tablet da Saúde possa chegar, em um futuro próximo, às mãos de todos os profissionais de saúde brasileiros.

“A FMUSP tem hoje 1.500 vídeos educacionais de alta qualidade, produzidos por seus dois Centros de Produção Digital. Porque não valorizar isso? Queremos mostrar para o governo que o Tablet da Saúde, como parte do Programa de Acessibilidade Digital em Saúde (PADS), é viável e pode ser um importante aliado para a promoção da saúde no Brasil. Mais do que isso, o dispositivo pode representar a recuperação do orgulho para os profissionais de saúde no País”, conclui Wen.